A regra das cinco horas

A regra das cinco horas

Reserve um espaço na sua vida para aprender algo novo, dar asas à curiosidade e à alegria de descobrir novas ideias e atividades

30/01/2019 - por Márcia Peltier



Outro dia dei de cara com um conceito que não conhecia, mas que, aparentemente, é muito popular nos Estados Unidos: a “five hours rule” ou a “regra das cinco horas”, em tradução livre. Os superempresários Bill Gates, Mark Zuckerberg, Warren Buffet e o ex-presidente Obama seguem essa regrinha. É muito simples: separe uma hora por dia útil para aprender alguma coisa. Para ler, se informar, investir em uma atividade artística, um hobby. Parece fácil? Pois descobri que não é.

 

O mundo de hoje está um atropelo só. E o tempo parece ter encolhido, apesar das facilidades que a tecnologia nos oferece. Descobri que a origem da tal regrinha está na vida de um dos norte-americanos mais importantes da história: Benjamin Franklin. Nascido em 1706, em uma família modesta, deixou a escola aos dez anos de idade para trabalhar no comércio do seu pai. Mas se tornou uma verdadeira potência. Inventor, mestre da eletricidade, empresário, estadista, autor de dezenas de livros.

 

 

Ele atribui todo seu crescimento e sucesso ao fato de nunca ter parado de aprender. Seguia a sua regra, lia e escrevia uma hora por dia. Hoje em dia, aqueles homens de negócios e políticos também declaram que não deixam de perseguir o conhecimento, a evolução.

 

Voltando aos nossos dias. Hoje, a informação está disponível. Mas nem sempre a gente se treina no conhecimento, que vai além da mera informação. Nossa sensibilidade para articular ideias, a capacidade de se abrir a novas vivências, a curiosidade são o verdadeiro pulo do gato. 



Dedicar regularmente um tempinho a atividades desafiadoras faz bem à saúde do corpo, da mente e leva a vida adiante

Senti isso na pele — e nos músculos! — quando decidi voltar a dançar. O balé havia sido importantíssimo na minha juventude, uma expressão da minha personalidade. Com a vida profissional de jornalista, fui deixando de lado essa atividade maravilhosa e que me fazia tanto bem. Um dia, minha filha me pegou pela mão e me levou a uma aula incrível, com um mestre do corpo e da alma, Jean-Marie Dubrul, francês radicado no Rio de Janeiro. E percebi que minha vida deu um salto de qualidade. Afinal, eu estava imergindo em novidades, em desafios. Eu estava me desafiando, amorosamente, saindo da inércia.

 

Benjamin Franklin tinha toda a razão, mais de 300 anos atrás. Aliás, muitas pesquisas em universidades de ponta constatam o efeito quase mágico de separar um tempo na rotina para aprender e experimentar coisas novas. Esse presente a gente merece. Um presente de saúde e alegria para a gente mesma no futuro!

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