Felicidade, liberdade e saúde sobre duas rodas

A bicicleta se torna mais e mais uma opção de transporte urbano, não poluente e que faz bem ao corpo e à mente!

07/11/2018 - por Márcia Peltier



Todo mundo guarda na lembrança cenas especiais da vida. Uma das minhas memórias de felicidade é a imagem do rostinho da minha filha no dia em que tiramos as rodinhas auxiliares da bicicleta e ela saiu pedalando sozinha. Que coisa linda e inteiramente feliz! Nunca vou me esquecer do sorriso de vitória e liberdade que ela estampou.

 

Acho que, para muitos brasileiros, a bicicleta tem esse sabor de infância. E isso é genial! Mas a bike, também, é transporte e esporte para todas as idades. Estamos abaixo da média ideal nesse quesito. Em 2015, um grande estudo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Smiliares (Abraciclo) apontou a existência de 70 milhões de bicicletas no Brasil. Parece muito, mas não é: menos de quatro em cada dez habitantes têm bikes. Na Holanda, nove em cada dez habitantes usam bicicletas! 



Mobilidade ativa: estar em contato com a cidade, fazer exercício e pilotar um veículo não poluente

Em São Paulo há um delicioso projeto que faz da bicicleta uma ferramenta ampliada em muitos sentidos: o Bike Tour, ideia que os irmãos Daniel e André Moral puseram em prática em 2013. A iniciativa oferece passeios gratuitos de bicicleta em diversas rotas da capital paulista. As rotas Avenida Paulista e Centro Velho são patrocinadas pela Bradesco Seguros. Imaginou que só turistas se animam? Que nada! Segundo Daniel, os moradores da cidade adoram.

 

 

“Testemunhamos os habitantes entrando em contato com uma cidade diferente, sem a cápsula dos carros e ônibus, e eles mudam o jeito de pensar a bicicleta”, explica Daniel.

 

Mudar a percepção, eis o pulo do gato. Claro que a estrutura das ciclovias está melhorando aos poucos, mas é isso, a nossa atitude, que faz a diferença. O vento no rosto, os aromas dos parques e ruas, o olhar desimpedido... O prazer de fazer exercício e, claro, usar um transporte barato que não polui e não precisa de espaço de estacionamento.

 

A estrutura cicloviária das cidades vem melhorando, mas é a gente que empurra essa ideia

“Plantar essa semente é possível”, garante Daniel. “O mundo melhora quando a gente aposta em iniciativas assim, com tantas coisas boas. Vemos, por exemplo, cada vez mais empresas incentivando a bicicleta como meio de transporte, oferecendo bicicletários e vestiários.”

 

Daniel usou uma bela expressão: mobilidade ativa. E vou rimar aqui — mobilidade com facilidade, sustentabilidade... e liberdade! Porque andar de bicicleta também permanece no coração da gente como a alegria pura de pilotar nosso veículo sem rodinhas. Lúdico e amoroso.

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