O poder da dúvida

O poder da dúvida

Curiosidade e busca por conhecimento são impulsionados por uma frase muito simples: “eu não sei”

22/01/2020 - por Márcia Peltier



Pense num gênio. Para a maioria de nós, está na lista de gênios da humanidade o grande físico Albert Einstein, que mudou o horizonte da ciência. Pois Einstein, que, aliás, era um grande frasista, disse uma vez: “Só um verdadeiro gênio admite que não sabe nada”. Parece contraditório? Pois não é.

 

Não há qualquer demérito em reconhecer que não sabemos alguma coisa, que aquilo é novo para nós.

 

Entrando na segunda década do milênio, vivemos num mundo que mudou demais, e que muda todo dia.

 

A tecnologia da informação veio para dar acesso a um turbilhão infinito de fatos, imagens e ideias. Viajar é muito mais fácil, seja fisicamente, seja virtualmente. A velocidade da estrada da informação é estonteante, somos bombardeados, por todos os lados, por imagens, palavras, ideias, conceitos, pontos de vista. 

 

 

É aí que entra uma frase muito importante, uma conclusão à qual a vida nos leva e que podemos acolher com bom humor. A frase é: “eu não sei”.

 

Ah, gente. Umas das mais maravilhosas dádivas da maturidade é compreender que muita coisa a gente não sabe mesmo.

 

Crescer, viver, conhecer, experimentar significa ampliar horizontes, e esses horizontes se abrem para outros horizontes.

 

Quanto mais a gente sabe, mais descobre o quanto há para saber.

Acabamos descobrindo que há muito mais planetas e galáxias nesse universo do que imaginávamos quando muito jovens. Ou seja, quanto mais a gente sabe, mais descobre o quanto há para saber!

 

Eu chamo tudo isso de “o poder da dúvida”. Perceber que, ao lado dos valores fundamentais da vida, que são o amor, a honestidade, a compaixão – esses, sim, gravados em pedra –, podemos e devemos alimentar a busca da renovação, sempre. 

 

Com humildade e curiosidade, podemos nos aventurar nessa estrada da vida que tem tantas opções de realização. Abraçar o conhecimento.

 

Nunca é tarde para essa busca. Aliás, todo dia é dia de começar a descobrir um novo mundo. E, como Einstein, alegremente admitir o desejo de desfrutar o conhecimento que ainda não temos, como novas flores que brotam sem parar.

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