Rezar, meditar e refletir em tempos de coronavírus

O mundo não será o mesmo depois dessa pandemia. O que vamos aprender com ela?

06/04/2020 - por Márcia Peltier



Minha fé me sustenta em todos os momentos. Rezar, meditar e refletir sobre a vida tem sido o meu mantra para aceitar o que a vida traz. Se acreditamos que tudo o que vivemos faz parte de um plano divino, caminharemos com mais segurança em cada curva do caminho.

 

O Covid-19 veio para mudar o planeta. Mudar as relações entre países, entre governos, entre pessoas e dentro de nós.

 

 

O mundo não será o mesmo depois dessa pandemia. E cada pessoa terá vivido uma experiência única e global.

 

Única porque estamos tendo que nos voltar para os nossos reais valores como seres humanos. Repensando nossas relações pessoais, nossos sentimentos, anseios e propósito de vida.

 

Globalmente, vimos que aquilo que afeta alguém do outro lado do planeta, afeta também a minha vida.



Esse vírus nos fez entender de forma contundente que somos todos iguais.

Esse vírus nos fez entender de forma contundente que somos todos iguais. E que somente a coletividade e a união poderá nos proteger. É o maior aprendizado que poderíamos ter.

 

Ficar em casa para proteger os mais vulneráveis.

 

Ficar em casa mesmo sendo jovens e saudáveis para proteger quem tem doença crônica. Ficar em casa para diminuir a velocidade da epidemia, para proteger o meu vizinho ou o vizinho de alguém...

 

Entender que aqueles, que precisam trabalhar, fazem isso por nós. Médicos, enfermeiras, policiais, bombeiros, garis, serventes, caminhoneiros, recepcionistas, funcionários públicos, comerciários, call centers, bancários, trabalhadores rurais... cada um com uma função essencial para a coletividade. Pensando no futuro e preservando o presente.

 

É possível que o mundo saia dessa pandemia um lugar melhor para todos vivermos em paz

Todos de mãos dadas para que os desprotegidos tenham o que comer, o que vestir e um teto para morar. Com políticas públicas que alcancem realmente aqueles que estão na ponta do problema. Os informais, os ambulantes, as diaristas, os catadores, enfim, aqueles que precisam trabalhar expostos para poder sobreviver ou comer. Não é o momento para se pensar em sair para passear, andar de bicicleta, ir à festas e baladas ou malhar...

E juntos enfrentarmos esse desafio com bom senso, coragem e solidariedade.

 

Ajudando uns aos outros como pudermos, esse é o sentido da fraternidade.

 

Se todos caminharmos em direção à essa meta, certamente o mundo sairá dessa pandemia um lugar muito melhor para todos nós vivermos em paz.

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