6 dicas para ensinar filhos e netos a andar de bicicleta

Um passo a passo para que pais, mães, avôs e avós ensinem crianças de suas famílias a pedalar



Aprender a andar de bicicleta é uma passagem marcante em nossas experiências. Tanto é que virou sinônimo de atividade que ninguém esquece. Nadar, escrever, dirigir, todo mundo já ouviu que uma determinada atividade é como andar de bicicleta, você não esquece. Mas para poder saber como andar, antes, é preciso aprender. Com a ajuda do especialista Daniel Moral, cocriador do projeto social e cultural Bike Tour SP – parceiro da Bradesco Seguros no Movimento Conviva – destacamos seis dicas para que pais, mães, avôs e avós ensinem crianças de suas famílias a pedalar.

 

Muita atenção na escolha

 

Escolher o modelo adequado é fundamental para quem está iniciando. Daniel Moral recomenda um modelo menor para crianças de 2 a 5 anos. São as chamadas bicicletas de aprendizado (balance bike). Sem pedais ou rodinhas extra, esse modelo permite que as crianças dirijam com os pés apoiados no chão e se dediquem a encontrar equilíbrio sobre a bicicleta (veja infográfico abaixo). Assim, quando tiver equilíbrio pode passar direto para a bicicleta com pedais. Quem preferir também pode optar pela boa e velha bicicleta com rodinhas para o aprendizado.

 

Um passo de cada vez

 

O resultado esperado chega com paciência. Em alguns casos, os pequenos precisam de quase um ano para reunir coragem e obter o equilíbrio necessário para andar sob as duas rodas. Com incentivo e calma tudo fica mais fácil. E é importante lembrar que cada um tem sem tempo. “É um processo gradual. A criança vai pegando aos poucos, é normal. Paciência é fundamental”, afirma Daniel.

 

Armadura

 

É aconselhável andar de tênis, bermuda e equipamento. Calças e agasalhos também são opções, mas se a temperatura estiver alta podem causar desconforto aos pequenos. O mais importante é estar com equipamento de segurança recomendado: capacete, cotoveleira e joelheira. “A criança vai cair, com os equipamentos basta ela se levantar e recomeçar”, explica o especialista.

 

Locais apropriados

 

É preferível optar por trajetos planos. Subidas e descidas podem dificultar as crianças a encontrar o equilíbrio sobre as duas rodas. Também recomenda-se priorizar espaços sem obstáculos. Parques são alternativas certeiras e a dica é deixar a criança andar em espaços abertos e perceber o próprio corpo. Os país podem segurar na parte de trás do banco para guiar a bicicleta, mas com a criança livre para andar.

 

Confiança

 

É um processo natural para a criança criar equilíbrio e ganhar confiança. Quando percebem que há domínio da bicicleta, alguns pais preferem soltar a parte de trás da bicicleta sem avisar. Assim, a criança se surpreenderá andando com equilíbrio, sem ajuda. Para Daniel, é preferível conversar antes. “Ao não avisar há o risco de quebrar a confiança entre pai e filho”, afirma. Na visão do especialista, encorajar filho ou neto a andar sozinho é mais vantajoso.

 

Passeios em família

 

Mas quais são os próximos capítulos? A criança fez a transição da bicicleta de aprendizagem (ou de rodinha) para um modelo comum. Isso não significa que os pais precisam deixar de acompanhar os passeios. Pelo contrário. É recomendado continuar ajudando as crianças a andar em locais controlados. Além disso, andar de bicicleta é uma atividade prazerosa que diferentes gerações partilham e sair em passeios com filhos e netos ajuda a reforçar laços familiares.

 

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