Conheça os vencedores da oitava edição do Prêmios Longevidade

Categoria Histórias de Vida teve recorde de inscrições



A oitava edição do Prêmios Longevidade registrou um recorde de inscrições na modalidade História de Vida: foram mais de 200 relatos que valorizam as trocas entre gerações enviados para participar da premiação.

 

Os vencedores do Prêmios Longevidade 2018 foram conhecidos nesta quarta-feira  (21) durante a realização do XIII Fórum da Longevidade. Além dos vencedores da Histórias de Vida, foram premiadas também os trabalhos nas modalidades Pesquisa em Longevidade e Jornalismo.

 

Confira os trabalhos premiados em 2018

 

Jornalismo - Mídia impressa

 

Os vencedores dessa categoria foram os jornalistas André Biernath e Diogo Sponchiato, responsáveis pelo “Especial Longevidade”, uma edição da revista Saúde É Vital totalmente dedicada ao universo da longevidade. Pensando nos desafios da transição demográfica do Brasil para um país com mais velhos e menos jovens, as reportagens falam sobre como podemos envelhecer com mais saúde em todos os sentidos, abordando temas como alimentação, atividade física, avanços na medicina e políticas públicas para melhorar o bem-estar dos idosos brasileiros.

 

O segundo lugar ficou com Lucinthya Maria Gomes da Silva, do jornal O Povo, que escreveu a série “Saúde Mental e Envelhecimento Ativo” com Domitila Napoleão Andrade, Angélica Cynara e Aurélio Feitosa. Em três domingos consecutivos, eles publicaram reportagens que falam sobre como podemos envelhecer ativamente e por que isso  faz tão bem para a nossa saúde mental. Ao longo das reportagens, idosos e especialistas falam de diversos temas, sem nenhum tabu: desde a depressão até a sexualidade na velhice.

 

Nasce a geração centenária”, uma reportagem de capa da revista Exame produzida por Flávia Furlan Nunes, foi classificada em terceiro lugar no prêmio. A matéria mostra como os avanços da ciência, da medicina e da tecnologia vão fazer os bebês de hoje viver muitos anos mais do que nós, graças ao avanço no combate de doenças como o câncer, à edição do DNA para eliminar doenças genéticas e às terapias de precisão, nas quais moléculas especiais levam o remédio diretamente aos pontos afetados pelas doenças.

 

Jornalismo - Mídia Digital

 

A reportagem premiada com o primeiro lugar foi “Idosos Conectad@s”,  de Flavia Peixoto Cardoso de Barros, que foi ao ar na TV Brasil. O programa Caminhos da Reportagem mostra como os brasileiros que têm mais de 60 anos estão acompanhando a transição para a era digital --como a “vovó blogueira” Malu Silva-- e reflete sobre a importância da educação para reduzir a exclusão tecnológica na velhice, uma vez que é nessa faixa etária que ela se faz mais presente no Brasil.

 

Em segundo lugar nesta categoria ficou a reportagem “População negra enfrenta desafios para garantir longevidade”, um trabalho de Leilane Menezes para o site Metrópoles que discute os fatores sociais que reduzem a qualidade do envelhecimento da população negra, que no Brasil tem expectativa de vida inferior à dos brancos (67 anos, contra 73), contando histórias como as de seu Franselino, que foi ao médico pela primeira vez aos 64 anos, e a de dona Maria das Dores, que só aprendeu a escrever seu nome após os 60 anos.

 

O “Especial Longevidade”, transmitido pela EPTV (afiliada da Rede Globo), rendeu à jornalista Marília Rastelli o terceiro lugar na categoria. Essa série de cinco reportagens traz histórias de vitalidade e superação para mostrar quem são os novos sessentões e quais são os desafios para quem quer ter mais qualidade de vida para aproveitar a velhice com muita energia --com uma mãozinha dos avanços da medicina.

 

 

Pesquisa em Longevidade - Gerontologia

 

O prêmio de melhor pesquisa em Gerontologia foi para o estudo “Meus avós e eu: as relações intergeracionais entre avós e netos na perspectiva das crianças”, de Anne Carolina Ramos, de Caxias do Sul (RS). Sabendo da importância dos avós como um suporte de cuidado para a família, a pesquisadora ouviu 36 crianças para saber como elas veem seu papel de netos e como vivem diferentes experiências, como novos casamentos, para analisar essa relação entre gerações e trazer uma nova perspectiva para projetos e políticas públicas que visam aproximá-las.



O segundo lugar da categoria ficou com Eric Marcel Viana, de São Paulo, autor da pesquisa “Protótipo Facilita: a interface digital e a velhice”. Ele conduziu uma pesquisa sobre as razões da desigualdade de acesso à tecnologia entre gerações, que faz com que muitos idosos não aproveitem novidades tecnológicas que podem melhorar seu contato social, e a partir daí criou o protótipo Facilita, uma interface que ajuda as pessoas mais velhas a utilizar melhor os smartphones devido a melhorias na interface e no design, por exemplo.

 

Pesquisa em Longevidade - Geriatria

 

A pesquisa vencedora foi “Expressão proteica de BACE1 é reduzida em plaquetas de pacientes com doença de Alzheimer após tratamento com Donepezil”, de Tamires Alves Sarno, de Santos (SP). Sua equipe investigou as proteínas envolvidas no metabolismo da APP (Proteína Precursora do Amiloide) em plaquetas de pacientes com doença de Alzheimer --a principal causa de demência em idosos-- para descobrir o potencial de modificação dessas vias com um tratamento à base de com cloridrato de donepezila.

 

A segunda colocação ficou com Camila Vieira Ligo Teixeira, de Paulínia (SP), pelo trabalho “Treinamento multifuncional em sujeitos idosos com comprometimento cognitivo leve amnésico com evidência fisiopatológica da doença de Alzheimer: efeitos em parâmetros clínicos e de neuroimagem funcional e estrutural”. Com sua equipe, ela analisou os efeitos do exercício multifuncional (que envolve diversas capacidades físicas) no funcionamento do cérebro e nos aspectos clínicos de quem maior chance de desenvolver demência devido ao Alzheimer --e seus resultados mostram a importância do exercício físico na prevenção e no tratamento da população que tem alto risco de desenvolver a doença.

 

 

Histórias de Vida

 

A história que levou o primeiro lugar foi “Cheiro de Saudade”, na qual a vovó Rute Reghini, de Londrina (PR), conta como foram inesquecíveis as férias que seus netos, hoje crescidos, passaram em sua casa, sempre repletas de festas à fantasia e travessuras que agora enchem seu coração de saudades. “Hoje sou uma senhora viúva, que sou só, mas não solitária; porque meu mundo é povoado pelas lembranças afetivas de um tempo mágico e extraordinário”, escreve Rute.

 

Contando a história de sua mãe, Lídia Santos Silva Nascimento, de São Paulo (SP) ficou com a segunda colocação. Em “A força da Mulher”,  ela narra a trajetória de Marineide, uma baiana guerreira que enfrentou diversas adversidades desde cedo, como ser separada dos pais ainda na infância e ter um filho assassinado. “Tudo isso inspirou minha mãe a atender as crianças no Projeto, e entender que a valorização da mulher no esporte teria que passar pela valorização da criança”, conta. Nessa dura jornada, Marineide jamais desanimou; ao contrário: a menina que sonhava ser maratonista hoje lidera um projeto que usa o esporte para ajudar centenas de mulheres e crianças no Capão Redondo.

 

O terceiro lugar foi para Rosilda Campos, de Frutal (MG), que divide sua história conosco em “Anjos sem Paredes”, um relato de sua experiência ao ter de cuidar, ao mesmo tempo, do pai, que tinha Alzheimer, e de sua netinha.“Dois extremos da vida interagindo, o começo e o fim. Anjos sem paredes atravessando o tempo”, reflete a mineira, contando como aprendeu a aceitar a efemeridade da vida e a inversão de papéis com o pai quando ele se tornou dependente de seus cuidados.

 

 

Conheça as modalidades e categorias

 

Prêmio Longevidade de Jornalismo. Reconhece a importância da imprensa como formadora de opinião e difusora de conhecimento. Esta modalidade busca estimular a elaboração de trabalhos jornalísticos que tratem o tema da longevidade com criatividade e contempla duas categorias: Mídia Impressa (jornais e revistas) e Mídia Digital (TV, rádio e web).



Prêmio Longevidade Histórias de Vida. Aberto à participação dos maiores de 18 anos de idade, tem como principal objetivo reconhecer e estimular a transmissão de conhecimento entre gerações, incentivando o relato de histórias que, de alguma forma, contribuam para disseminar o conceito de longevidade com qualidade de vida e bem-estar.



Prêmio Pesquisa em Longevidade. Direcionado à comunidade acadêmica, é composto pelas categorias Geriatria e Gerontologia. Somente estão habilitados a concorrer projetos de pesquisa desenvolvidos no âmbito acadêmico, aprovados por agências de fomento nacionais e/ou estaduais nas áreas de conhecimento existentes nessas agências e que remetam ao tema longevidade no sentido amplo.


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Lucineide Almeida de Oliveira

19 de dezembro de 2018

Quero saber mais sobre aposentadoria

Viva a Longevidade

15 de janeiro de 2019

Olá, Lucineide, Boa tarde.

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