7 tendências de treinamento para 2020

Como anda a promessa de uma vida mais saudável em 2020? Veja essas dicas de treinamento, para você seguir firme no plano

07/02/2020 - por Robson Caetano



Oi! Olá! Como é que vocês estão?

 

Eu tenho um aluno chamado Antônio — ele até foi tema de uma das minhas colunas —, e uma coisa me chamou a atenção em suas palavras: “Eu não sei mais viver sem isso”.

 

O “isso”, no caso, era o bem-estar proporcionado pelos exercícios físicos, o convívio com a turma e a saudade que ele sente das pessoas que participam dos treinamentos.

 

 

Essa pequena história é a materialização do que o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) e alguns professores amigos meus elegeram como tendência para a atividade física em 2020 e nos próximos anos. Uma atividade física mais humanizada, em que as relações entre alunos e professor ficarão ainda mais próximas.

 

Vamos, então, às tendências?

 

1. Vestíveis por todos os lados

Você sabe o que são vestíveis (wearables, em inglês)? São aqueles aparelhos — geralmente um relógio ou que imitam um relógio — que monitoram uma série de dados: da quantidade de passos à frequência cardíaca. Uma nova geração de vestíveis pode, inclusive, analisar a nossa saúde a partir do nosso suor.

 

Se você já viu alguém, no meio de um exercício, olhando para o relógio o tempo todo, é muito provável que essa cena se repetirá daqui para frente. Ou seja, cada vez mais os treinamentos irão render dados instantâneos para que o esportista melhore o seu rendimento. Essa é a tendência número um que a ACSM identificou para este ano.

 

2. Alta intensidade nos treinos

O treinamento HIIT, sigla em inglês para treino intervalado de alta intensidade, foi a segunda tendência do mundo fitness apontado pela organização dos Estados Unidos. Esse tipo de treino consiste em curtas séries de exercício em alta intensidade (aquele ponto em que você fica bem ofegante) por um curto período de descanso.

 

Fica aqui o conselho do titio:  esse treinamento tem um potencial alto para lesões, então faça uma adaptação correta.

 

3. Tchau, treino sozinho! Olá, treino em turma!

 

Tem quem goste de treinar sozinho. Eu, vez ou outra, também faço as minhas atividades acompanhado de mim mesmo. Mas nada se compara quando você faz algo em grupo.

 

É outra energia.

 

E, também, um alívio no orçamento, visto que o custo de um professor acaba sendo dividido por mais gente.

 

Somos seres sociais e precisamos estar em grupo. E quem treina junto tem sempre um agente motivador a mais. É o amigo que chama para treinar, a amiga que faz você tirar o seu melhor, é a cumplicidade de quem tem um objetivo em comum. É uma nova família — que você pode escolher.

 

Neste 2020 será comum você, vez ou outra, encontrar em um parque, em uma praça, na praia ou nas ruas uma turma uniformizada, praticando um esporte e exalando alto astral.

 

4. Sem peso

Nesse tipo de treinamento, os alunos começam a treinar sem qualquer peso extra, apenas com o peso do corpo. Aqui o professor ensina a maneira correta de fazer um movimento, e só então vai colocando carga. E o treino não é monótono, já que novas séries são adicionadas à rotina — sempre da estaca zero, ou seja, no aprendizado do movimento.

 

5. Um treino feito pra mim

Hoje em dia todo mundo gosta de algo personalizado, não é? Quando você recebe um e-mail do supermercado com desconto nos produtos das marcas de que você gosta, isso dá uma alegria, certo? Na atividade física não será diferente.

 

Com uma maior facilidade de contratar profissionais de Educação Física e a possibilidade de treinar em qualquer lugar (academia, clube, ao ar livre, em casa e até nas empresas), os treinos acompanhados por um personal trainer ficaram mais populares e acessíveis nos últimos anos.

 

O treinamento personalizado tem muitas vantagens. A maior delas é que ele é montado e pensado para cada um. É só definir um objetivo, falar sobre o seu histórico (de atividades e lesões), e pronto, temos um treino para seguir de segunda a segunda. Quer outra vantagem? Você terá sempre alguém para acompanhá-lo no treino, avaliar se os movimentos estão corretos e ajudar na definição — e no cumprimento — das metas.

 

6. Treinamentos específicos para pessoas mais velhas

Sim. Não existe idade certa para fazer uma atividade física — é só lembrar o caso do seu Antônio.

 

No Brasil e no mundo, as pessoas estão vivendo mais, e querem continuar ativas e independentes. Só que, nem todo treinamento que funciona para quem está no início da vida adulta serve também para quem já passou dos 60 anos.

 

Nessa fase da vida, o esforço físico exige alguns ajustes para preservar a massa muscular e a saúde óssea, além de controlar doenças que costumam aparecer com o avançar da idade.

 

7. Exercício é medicina

O relatório da ACSM traz essa iniciativa global como uma de suas tendências para 2020. O nome dela é Exercise is Medicine (EIM, na sigla em inglês).

 

Sabe quando você vai ao médico, e ele orienta que você comece a praticar alguma atividade física? A EIM quer que isso aconteça sempre. Médicos e outros profissionais da saúde devem incluir o exercício ao passar um tratamento para um paciente (sempre que aplicável).

 

Por quê? Porque a atividade física promove saúde, e ajuda a prevenir e tratar doenças.

 

E, aí, gostou? Escreva aqui embaixo nos comentários qual é o esporte que você vai fazer neste ano, para ter mais qualidade de vida.

 

Um grande abraço!

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