Atividade física como ferramenta de socialização

Você pode achar que sozinho terá sucesso. Mas é muito melhor atingir suas metas se você tem um time para te apoiar



Passei a vida inteira treinando muito forte para conquistar medalhas e títulos. Dizem que o atletismo é um esporte individual. Eu discordo. Sempre tive um time que sempre foi importante nas horas em que a situação estava mais crítica. Porque estar em grupo te ajuda a levantar o astral. Nas pistas, eles não podiam entrar – era eu contra os caras – mas o suporte e a energia que vinham de quem estava do lado de fora eram fundamentais.

 

Por que estou fazendo esta reflexão? Por duas razões: primeiro, porque esse time foi importante na final dos 100 metros rasos em Seul, em 1988 (que logo mais conto para vocês); e, segundo, porque preciso dizer o quanto a atividade física é importante na socialização do indivíduo.

 

Estou certo que todo mundo tem lá no fundo uma meta esportiva: completar uma maratona, fazer uma corrida de rua, iniciar uma atividade física para deixar de ser sedentário, buscar um tempo para os próximos Jogos, melhorar a capacidade motora. A lista é tão grande quanto o número de pessoas que vivem no planeta. Você pode até pensar que consegue bater essa meta sozinho, mas com um time, sempre ficará mais fácil. Uma galera que vai transferir para você uma energia que se transforma em ação positiva.

 

 

Eu vejo isso no meu dia a dia, com a turma para quem eu dou treino todas as semanas. É inegável que quando junta aquela turma toda, tudo fica melhor. Eles se cobram, eles disputam, eles se apoiam e eles, acima de tudo, se divertem. Saem juntos, combinam programas, combinam um café da manhã. E assim a rede de relações de cada um vai ficando maior, e maior e maior.

 

Nós precisamos do outro para nossas vidas. É assim na nossa concepção e será assim na nossa passagem de plano. No meio do caminho nós vivemos, convivemos e reforçamos nossas relações. Conhecemos pessoas, definimos nossas metas e compartilhamos objetivos. Já pensou que chato seria se não tivesse ninguém para dividir isso?

 

Depois de ter passado por uma vida de muito sacrifício e entrega no esporte, com metas relacionadas a tempo, e com o objetivo de conquistar uma medalha olímpica, eu decidi abraçar minha profissão de educador físico e passei a dar aulas de condicionamento físico e coordenação motora. Isso melhorou a minha vida. Primeiro, porque voltei a movimentar meu corpo com mais frequência; segundo, porque passei a me relacionar com mais pessoas, diferentes pessoas; e terceiro, porque passei a aprender com os meus alunos. Somos uma sociedade, pessoas que precisam das relações para sobreviver.

 

Um forte abraço do Robson Caetano e fiquem com meu amor!

 

Dúvidas e questões? É só enviar aqui embaixo na caixa de comentários. Eu terei o maior prazer em responder.

2 Perguntas:

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Perguntas recentes:

Mirna Loi De Oliveira

11 de maio de 2018

Estou sedentária. Está começando uma facit plantar no meu pé direito. Vou começar a caminhar. Tenho que tomar alguma precaução? Obrigada.

Robson Caetano

23 de maio de 2018

Olá, Mirna!

Se você é sedentária e apresenta dores no pé, aconselho que procure um ortopedista antes de iniciar uma atividade física. Sem acompanhamento o quadro pode se agravar e trazer problemas sérios. Sugiro que utilize gelo 3 vezes ao dia por 20 min, este quadro clínico é tratável e muito comum. Após o tratamento você pode iniciar seu projeto de qualidade de vida e esperar ótimos resultados! Um abraço carinhoso do Robson Caetano. #robsoncaetanomedalhistaolimpico