O risco de tomar decisões imitando os outros

Na Escócia, quase perdi uma prova por me deixar levar pelo que os outros atletas estavam fazendo

26/10/2018 - por Robson Caetano



Olá! Como vocês estão?

 

Sempre falo aqui sobre a prevenção e os cuidados que vocês devem ter com o corpo, mas, para variar um pouco, hoje vou contar uma das histórias mais loucas da minha carreira como atleta (calma, ainda não é a de Los Angeles!).

 

Tudo começou quando eu fui para Edimburgo, capital da Escócia, uma cidade linda, para correr uma prova de 200 metros. Naquela época, eu costumava fazer um preaquecimento no corredor do andar onde ficava hospedado, só para acordar o corpo com uma corridinha e alguns alongamentos, para então partir para a competição.

 

Chegando ao hotel, fiz o check-in e depois fui para o alongamento com meu técnico Carlos Alberto Cavalheiro, o Beto. Então, fui para um canto da área de aquecimento, um gramado incrível que só de ver dava vontade de tirar os tênis, as meias e andar sobre aquele tapete verde.

 

 

 

Fui para o canto do aquecimento e, quando olhei ao meu redor, percebi que alguns atletas da minha prova estavam na maior soneca.

Só que, quando eu olhei ao meu redor, percebi que alguns atletas da minha prova estavam na maior soneca. “Bom”, eu pensei, “se os norte-americanos, os britânicos, os franceses e os holandeses estão assim, também vou nessa” — e me deixei levar por aquele gramado incrível, apesar do friozinho.

 

Logo peguei no sono e adormeci e, com isso, quase perdi a prova. Na verdade, os caras eram adversários e não estavam dormindo. Era apenas um truque para pegar tontos como eu. Ainda bem que eu sempre tive um anjo da guarda: o Beto foi me procurar e me achou ali num cantinho do gramado de aquecimento.

Quase me dei mal! A sorte é que eu sempre realizava esse aquecimento no hotel, o que me ajudou bastante em uma vitória apertada contra o anfitrião, John Regis. Se eu não fosse acordado pelo Beto e não tivesse feito o restante do aquecimento rapidinho, poderia ter me lesionado e terminado a prova mancando (se conseguisse terminar). Dali em diante, comecei a ficar mais focado em minha participação e mudei o comportamento para melhorar minhas performances.

 

A lição que fica é:



Esteja sempre alerta em suas decisões e não imite ninguém, pois seu caminho pertence somente a você.

Contar essas histórias me dá sempre um prazer enorme, pois visitar o passado faz parte da aprendizagem e nos indica o caminho a percorrer na troca de informações com as pessoas.

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